Zika e Microcefalia – flagrante falta de evidências

Por Jon Rappoport, publicado em 4/fevereiro/2016 em https://jonrappoport.wordpress.com/category/zika/

Tradução: Felippe Barretto

 

Agora posso apresentar a mais recente atualização sobre o que os pesquisadores brasileiros estão descobrindo conforme eles se debruçam sobre suas conclusões iniciais sobre o vírus Zika e os casos de microcefalia (bebês nascidos com cabeças pequenas e mau funcionamento cerebral.)

Um correspondente me enviou a tradução da matéria que saiu em 2 de fevereiro em um dos principais jornais de São Paulo, O Estado de São Paulo: “País tem 404 casos confirmados de microcefalia.”

É óbvio que não foi encontrada nenhuma conexão significativa entre a microcefalia e o vírus Zika. Nem de longe. Por enquanto não há absolutamente nenhuma razão para alardear uma epidemia de Zika. Soar o alarme a esta altura é muita loucura, sob qualquer ponto de vista minimamente razoável.

Seguem abaixo os principais fatos citados no artigo (a serem comentados na sequência):

– Em 30 de janeiro de 2015, 4.783 casos de suspeita de microcefalia foram relatados no Brasil;

– Dentre esses 4.783 casos, 3.670 casos de suspeita de microcefalia estão sendo investigados, considerando o país inteiro;

– Dentre esses 3.670 casos, 404 casos foram confirmados como casos de microcefalia ou de “outras alterações no sistema nervoso central” dos bebês;

– Dentre os 404 casos, 17 “tinham uma relação com o vírus Zika”; e

– 98% dos 404 casos de microcefalia são originários do Nordeste do Brasil, e Pernambuco apresenta o maior número de casos: 56.

 

Pois bem. Vamos então analisar cada um dos fatos relatados.

 

Primeiro: 4.783 casos de suspeita de microcefalia no Brasil. “Suspeita” é a palavra central. Este número não significa nada, pois não diz nada sobre confirmação. É apenas um número aproximado.

3.670 casos estão sendo analisados.

Destes 3.670 casos, 404 casos foram confirmados como casos de microcefalia ou de outras alterações no sistema nervoso central dos bebês. A palavra central aqui é “ou”. Os pesquisadores não sabem quantos dos 404 bebês têm microcefalia. No máximo seriam 404.

404 casos de microcefalia no Brasil inteiro, até agora. Isto não é uma epidemia. Por exemplo, todos os anos há 25.000 casos de microcefalia nos Estados Unidos. A literatura especializada é muito clara sobre as causas: qualquer dano ao cérebro do feto durante a gestação pode causar a microcefalia. Desnutrição severa, queda de uma escada, um golpe na barriga, uma droga comprada nas ruas, um remédio, um pesticida etc..

Dentre os 404 (possíveis) casos de microcefalia, detectou-se apenas 17 casos em que “há alguma relação com o vírus Zika.” É difícil ser mais vago que isso. Mas, para todos os efeitos, vamos considerar que em cada um desses 17 casos os testes foram realizados corretamente e o vírus Zika foi isolado. Esta descoberta não é prova nem remota de que o Zika está causando microcefalia. Está a kilômetros de distância de provar a causalidade. Qualquer pesquisador honesto te dirá a mesma coisa. Se o Zika fosse a causa, os pesquisadores teriam sido capazes de encontrar o vírus em quase todos os 404 bebês. 17 em 404 é uma prova de que o Zika não é a causa da microcefalia.

98% dos casos de microcefalia foram observados na região Nordeste do Brasil. Antes de concluir qualquer coisa, note que os padrões utilizados para relatar casos desse tipo variam entre as regiões. Até agora não houve foco nacional na microcefalia. Portanto, pode haver casos em outras regiões. Quanto aos 56 casos em Pernambuco, saiba que a população do estado é de 9,27 milhões de pessoas. É relevante notar que a agricultura comercial é amplamente praticada em Pernambuco, e isso significa uso intensivo de pesticidas tóxicos – um fator causal importante da microcefalia, conforme relatei em outros artigos.

Para resumir, os pesquisadores encontraram 404 casos de microcefalia no Brasil, e ninguém sabe ao certo quantos desses casos são algum outro tipo de mau funcionamento do sistema nervoso. Dentre os 404 bebês, foi detectada a presença do vírus Zika em, no máximo, 17 casos.

Esta é a epidemia que está abalando o mundo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está liderando a histeria e a propaganda. Centenas de funcionários da OMS deveriam ser, no mínimo, demitidos, senão presos.

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N. do T.: Se te interessar refletir mais sobre quem se beneficia com esse pânico generalizado e precipitado, recomendo assistir a esta conversa com o autor. (23 min. de duração, em inglês)

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